Namorada do Irmão - Parte 01
Faz trinta dias que o Carlos apareceu em casa sem avisar. Abriu a porta com a mesma chave de sempre, a barriga entrando primeiro, e disse, do jeito dele, alto demais para um corredor pequeno:
— Diego, essa é a Vanessa. Minha namorada.
Eu estava no sofá, de short e camiseta, o controle na mão. Levantei porque era o que se fazia. Um metro e sessenta, magro, pele clara, 19 anos e um rosto que ainda enganava caixa de mercado. Apertei a mão dela e murmurei um oi. No começo, foi só isso. Mais uma pessoa na sala. Carlos falava pelos dois, como sempre falava por todo mundo.
Meu irmão tem trinta e cinco. Moreno de pele clara, um metro e oitenta, gordinho de um jeito sólido, não frágil. O braço é grosso, a camisa cola na barriga quando ele ri, e ele ri fácil. Quando está em casa, ocupa o sofá inteiro e ainda sobra voz. Naquele dia usava a polo verde de sempre e apresentava a Vanessa como quem mostra um carro novo: orgulhoso.
Ela tinha vinte e cinco. Morena de pele escura, cabelo comprido, corpo que a roupa não conseguia esconder mesmo quando tentava. Linda de um jeito quieto, e gostosa de um jeito que não pedia licença. Cumprimentou, sentou, cruzou a perna. Eu olhei para a televisão. Achei que tinha olhado pouco. Tinha uma bunda enorme.
Nos primeiros dias eu não dava bola de verdade. Ela vinha, jantava, dormia no quarto do Carlos e ia embora. Eu passava no corredor, ouvia a voz dela baixa, sentia o cheiro de sabonete no banheiro depois e seguia. Virgem, eu já tinha aprendido a desviar de mulher bonita como se desvia de sol forte: sem encarar, para não queimar. Foi a casa que me traiu.
Vanessa ficava. De manhã, de camiseta larga e short curto, descalça na cozinha. A pele escura contrastava com a luz da janela. O quadril passava pela porta e a porta parecia estreita. Carlos saía para trabalhar e ela demorava. Eu ficava no quarto ouvindo a chaleira, o chinelo, a água do banho. Cada barulho virava imagem. Eu não tinha com o que comparar. Nunca tinha encostado numa mulher daquelas, e agora uma morena daquelas andava descalça no mesmo piso que eu. E eu tocava muita punheta, com vídeos, imaginando ela e tudo mais.
No décimo dia eu me peguei esperando ela aparecer. No vigésimo, já sabia o horário do banho. No trigésimo, Carlos me chamou na sala, a mão na cintura dela, e perguntou se eu não achava a Vanessa um amor. Eu disse que sim. Não falei o resto. Não falei que, sendo virgem, eu ficava louco só de ver ela atravessar a sala. Não falei que o meu irmão, grande, gordinho, trinta e cinco anos, dormia com aquilo todas as noites, e eu, magro, contava os passos dela no corredor como quem conta uma coisa que não é sua.
Vanessa me olhou por cima do ombro do Carlos. Sorriu, curto.
— Teu irmão é um querido — ela disse.
Atrás da casa tinha um pedaço de cimento, um varal e uma espreguiçadeira velha que o Carlos nunca usava. Vanessa descobriu o sol das duas da tarde e passou a levar a toalha para lá.
Estava na cozinha quando ouvi a porta dos fundos. Espiei pela fresta da cortina do quarto, que dava de lado para o quintal. Ela já tinha tirado o vestido. Ficou de biquíni preto, deitada de bruços, a pele escura brilhando de protetor. O cós da calcinha sumia entre as nádegas. Eram grandes, redondas, altas, o tipo de bunda que a calça jeans só disfarçava. De biquíni, não achava, com certeza um rabão enorme. Eu fechei a porta do quarto. Baixei o short. A mão foi sozinha.
Virgem, eu não tinha outra referência. O pau já estava duro antes de eu encostar. Apertei devagar, olhando pela fresta, com medo de ela virar a cabeça e medo maior de ela levantar e acabar com aquilo. Vanessa esticou as pernas. O sol pegou a curva da bunda, a linha onde a pele mais escura encontrava o tecido. Eu acelerei. Gozei rápido, mordendo o pulso para não fazer barulho, e fiquei tremendo, sujo, com o coração na garganta. No dia seguinte ela voltou. Eu também.
Virou ritual. Carlos saía, ela passava protetor nas coxas, deitava de bruços ou de lado, e eu me trancava. Às vezes ela desamarrava a parte de cima e ficava com as costas nuas, o nó do biquíni solto na cintura. Eu via o volume da bunda subir quando ela ajeitava o quadril na cadeira. Punheta curta, silenciosa, sempre olhando. Gozava e limpava com a mesma camiseta, como se aquilo fosse uma tarefa da casa.
Uma tarde ela virou de barriga para cima. O biquíni marcava o peito, a barriga lisa, o monte coberto pelo triângulo pequeno. Abriu as pernas um pouco por causa do calor. Eu quase deixei escapar um som. A mão foi mais forte, mais rápida. Imaginei aquela bunda em cima de mim, o peso, a pele quente de sol, e gozei no mesmo segundo em que ela passou a mão na própria coxa, distraída, sem saber que do outro lado da cortina o cunhado, estava se acabando por ela.
Todas as vezes que a morena bunduda deitou naquele quintal de biquíni, eu me masturbei escondido. Nunca encostei. Nunca falei. Só olhei, gozei e esperei o barulho da chave do Carlos para voltar a ser o irmão quieto.
A casa tinha ficado quieta de um jeito falso. Carlos no sofá, a polo verde aberta no colarinho, o controle na mão sem estar assistindo nada. Vanessa atravessou a sala descalça, de vestidinho curto, preto, justo no quadril, a barra parando alto demais na coxa. Sentou na ponta do sofá, cruzou a perna, e o tecido subiu um dedo. Eu estava na poltrona, o celular virado para baixo, rezando por uma corrente de ar que a casa não tinha.
Ela se levantou para pegar água. O vestido acompanhou. Por um segundo a barra colou na curva e eu vi a linha escura da calcinha por baixo e já foi o bastante para o pau responder dentro do short. Baixei o olhar para a televisão. Carlos riu de alguma coisa que ninguém tinha dito.
— Vou no banheiro — falei.
Fechei a porta, não usei. Lavei a mão à toa, contei até vinte e voltei pelo corredor sem fazer barulho, do jeito que já tinha aprendido.
Vanessa estava de pé na frente do sofá, de costas para o corredor. Carlos tinha erguido o vestido com as duas mãos, até a cintura. A bunda ficou inteira à mostra, grande, redonda, a calcinha preta fina sumindo no meio, o elástico marcado na pele escura. Ele segurou o tecido com uma mão e deu um tapa com a outra. O som foi seco, baixo, e a nádega tremeu. Ela soltou um riso curto, a mão no ombro dele, sem puxar o vestido de volta.
Eu parei no vão da porta. Registrei tudo: a calcinha, a marca do tapa clareando e voltando ao tom, o quadril empurrado para trás, o meu irmão grande, gordinho, olhando para aquilo como quem já tinha direito. O pau ficou duro na hora, apertado no short, e eu não me mexi.
Carlos levantou a cabeça. O sorriso dele morreu. Vanessa seguiu o olhar, viu o corredor, viu eu ali, e puxou o vestido para baixo num gesto só. A barra cobriu a calcinha, mas não o que eu já tinha visto. Ficou um silêncio de sala pequena.
— Diego — disse Carlos, a voz menos alta do que de costume. — Achei que você estava no banheiro.
— Estava — respondi. A garganta secou. — Voltei rápido para o banheiro, com o coração na boca. Tranquei a porta. Meu pau estava durasso. Baixei a bermuda, sentei na privada e comecei a imaginar a cena: ela lá, parada de pé, eu chegando por trás e acariciando aquele bundão com a minha mão, o pau ali na frente, enquanto a punheta ia rápida.
Vídeo Ilustração da imaginação da cena:
Fiquei ali até ouvir a cama deles. Não precisei de fresta nenhuma. A mão foi sozinha, e eu gozei rápido, mordendo o pulso, em cima do que tinha acabado de ver na sala e ouvido.
Saí do banheiro ainda com a camiseta suja amassada na mão. A porta deles continuava fechada, e o corredor estava escuro o bastante para eu parar do lado de fora sem encostar na porta.
Ouvia gemido baixo, o dela, abafado no travesseiro ou na mão, e no meio um som seco, repetido, de palma na pele. Vanessa soltava o ar entre um e outro, e o Carlos falava alguma coisa que eu não entendia. A cabeceira batia de leve na parede. Eu fiquei ali, o short já marcado de novo, ouvindo a bunda que eu tinha visto na sala apanhar e ela gostar.
O pau ficou duro antes de eu decidir qualquer coisa. Encostar na porta era arriscado. Voltei pelo corredor, entrei no banheiro e fechei dessa vez esqueci de girar a chave. Nem lembrei. Baixei o short, sentei na tampa, e a mão foi no mesmo ritmo dos tapas que ainda davam para ouvir, fracos, através da parede. Imaginei a calcinha preta puxada para o lado, a marca da mão dele na nádega, ela de quatro na cama do meu irmão. Apertei forte. Pré-gozo na ponta. Quase lá. A porta abriu.
Vanessa entrou de uma vez, ainda de vestidinho, a barra torta, a cara de quem tinha saído da cama para usar o banheiro e não esperava ninguém. A luz bateu em mim: short na canela, camiseta levantada, pau na mão, duro, brilhando.
Ela parou. Os olhos desceram, subiram, e o susto veio inteiro.
— Diego…
Não gritou. A mão foi para a maçaneta. Eu também não falei. Não deu tempo de cobrir. Por um segundo ela ficou no vão, o vestido curto, a coxa marcada de sol, o peito subindo rápido, olhando para o que eu estava fazendo por causa do que tinha ouvido no quarto deles
Aí fechou a porta. Não bateu. Só puxou, e o corredor engoliu o passo dela de volta para o quarto do Carlos. A fechadura de lá também não girou.
Fiquei sentado na tampa, a mão ainda no pau, o coração na garganta, sem ter gozado. Do outro lado da parede o silêncio durou pouco. A cama voltou. O tapa também. E eu continuei ali, destrancado, duro, sabendo que dessa vez ela não tinha só desconfiado. Tinha visto.
No dia seguinte eu ainda estava com aquela loucura na cabeça. Fiquei o tempo inteiro contando os minutos até as duas, viciado, sem conseguir tirar ela da cabeça. Quando deu a hora, ela fez o ritual de sempre: toalha, protetor, cadeira no sol. Eu já estava na janela com o pau na mão, punheta andando, quando esfreguei os olhos porque não acreditei no que vi. Dessa vez ela desamarrou o biquíni da frente e deixou os peitos no sol, morenos, pesados, bico escuro. Soltei um gemido e gozei na hora. Acho que foi alto. Larguei a cortina para ela não me ver, porque nesse instante ela olhou para a janela. Melimpei ligeiro, enfiei o short e corri para a sala ainda com a cara quente.
Mal sentei e a porta dos fundos abriu. Ela entrou de biquíni, o mesmo preto, top no lugar, calcinha sumindo no meio daquela raba. Eu tomei um susto enorme. O controle caiu no chão e não deu tempo de esconder a camiseta suja.
Ela parou na minha frente, cheiro de protetor e pele quente, olhou para o volume no short, para a mancha na camiseta, e só depois para a minha cara.
— Não acredito que você estava me espiando.
Fiquei vermelho na hora. Não sabia onde enfiar cara, se no short, se na camiseta. A boca abriu e não saiu nada.
— Eu olhei para a janela — ela continuou. — Você largou a cortina. Eu ouvi o gemido.
— Desculpa. Falei.
— Olha, você arrisca. Se o teu irmão te pega, você está morto. Ele não é bobo, e essa casa é pequena. — Deu um passo, o quadril passou na altura do meu olho, o top marcando o peito que eu tinha acabado de ver solto, e eu tive que levantar o queixo para não ficar encarando a calcinha. — Mas fica de boa. Eu sei o que é ser virgem. Provavelmente você é. Dá para ver.
Ela sentou no braço do sofá, coxa grossa brilhando de protetor.
— Eu já fiz isso que você faz — disse. — Com um vizinho meu. Espiava ele de tarde, pela fresta do quarto, ele se masturbava e eu ficava olhando escondida. Ficava molhada só de ver. Gozava quieta. Então não me olha como se eu fosse santa. Vou fazer que nem percebo você, não quero estragar teu momento, mas cuidado se o Carlos te pegar, pode dar ruim para mim também.


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