Colega de Trabalho - Parte 02

 


Continuei ajoelhada por alguns segundos depois que os dedos dele soltaram meu cabelo. O gosto ainda estava na minha boca, o peito dele subia e descia rápido, e o silêncio do estoque parecia mais pesado do que nunca. Gabriel me puxou para cima com cuidado, passou o polegar pelo meu queixo e me beijou de leve, como se quisesse selar o que tinha acabado de acontecer.

A partir daquele dia, tudo mudou de ritmo.

Os dias seguintes no mercado se transformaram numa rotina secreta e viciante. Sempre que o movimento baixava e o corredor do fundo ficava vazio, um olhar ou um gesto discreto era o suficiente. Eu ia até lá com a prancheta na mão, fingindo conferir alguma coisa, e em poucos minutos já estava de joelhos no chão frio, a boca cheia dele, o som abafado do ar-condicionado cobrindo os gemidos baixos que ele soltava. O boquete no estoque se tornou cada vez mais frequente — quase diário. Às vezes rápido e urgente, entre uma entrega e outra. Outras vezes mais longo, com ele segurando meu cabelo e me guiando no ritmo que queria, sussurrando meu nome como se fosse uma oração proibida.

Entre um encontro e outro, começamos a conversar de verdade. Nas horas mortas, escondidos atrás das prateleiras altas ou no canto mais isolado do depósito, a gente falava. No começo era só sobre o desejo, o risco, o quanto a adrenalina de quase sermos pegos deixava tudo mais intenso. Depois as conversas foram se aprofundando. Falamos sobre o que gostávamos, o que nunca tínhamos tido coragem de pedir para os nossos cônjuges, o que sentíamos falta.

Gabriel tinha algumas experiências a mais. Contou, sem se gabar, mas com uma honestidade crua, que em relacionamentos anteriores tinha explorado coisas que a Mariana nunca topou. Fetiches leves de controle, o gosto por ser servido, o prazer de ver a parceira se ajoelhar e entregar a boca sem pressa. Eu, por outro lado, nunca tinha me sentido tão à vontade para falar sobre o que realmente me excitava. Com o Júnior tudo era previsível, carinhoso, seguro… e, de certa forma, limitado. Nunca tínhamos conversado abertamente sobre o que cada um queria de verdade.

— Eu sempre quis alguém que conseguisse engolir todo meu pau sentir ele na garganta — ele confessou um dia, a voz baixa, enquanto meus dedos traçavam círculos lentos na coxa dele por cima da calça. — Mariana não consegue…. Como se fosse obrigação. Com você é diferente. Você parece gostar de verdade.

— Gabriel… tem uma coisa que eu nunca fiz. Nunca sequer tentei com o Júnior. E eu fico pensando nisso toda vez que você me fode com os dedos ou me aperta por trás… sempre tive curiosidade de sexo anal.

Gabriel escutava em silêncio, os olhos escuros fixos nos meus, e depois respondia com aquela voz rouca:

— Então a gente tem os mesmos problemas… e as mesmas vontades.

A intimidade cresceu rápido. Não era só o corpo. Era a forma como ele começava a conhecer exatamente o que me fazia tremer, o que me fazia gemer mais alto, o que me deixava encharcada antes mesmo de ele tocar em mim. E eu aprendia o ritmo dele, o ponto exato em que ele perdia o fôlego, o jeito que ele apertava meu cabelo quando estava prestes a gozar.

Uma tarde, depois de mais um boquete demorado atrás das caixas de produto de limpeza, ele me puxou para cima e me abraçou por trás, o pau ainda semi-duro encostado na minha bunda, a boca no meu pescoço.

E assim os dias foram passando. O estoque virou nosso território secreto. Os boquetes se tornaram rotina. As conversas, cada vez mais íntimas. E os desejos que nenhum de nós conseguia realizar com os cônjuges começaram a se transformar em promessas silenciosas entre as prateleiras altas, o cheiro de papelão e o risco constante de sermos descobertos.

O Júnior precisaria viajar a trabalho e eu ficaria em casa sozinha a tarde inteira. Comentei isso com o Gabriel no estoque, quase num sussurro, e o olhar dele mudou na hora. Começamos a planejar. Era perigoso, claro — se alguém visse o carro dele parado na frente da minha casa, ou se algum vizinho comentasse alguma coisa… mas eu morava num condomínio pequeno, de pouco movimento, com ruas tranquilas e poucas casas. Ele poderia estacionar duas quadras depois e vir a pé. Combinamos tudo: horário, caminho, o que fazer se algo desse errado. E, pela primeira vez, o encontro não seria entre caixas e prateleiras. Seria na minha cama.

O dia chegou. Eu escolhi a roupa com cuidado. Um conjunto de lingerie preta que quase nunca usava: sutiã de renda fina que mal cobria os seios, calcinha fio-dental igualmente de renda, e por cima um robe curto de seda transparente que abria na frente e deixava quase tudo à mostra. O cabelo solto, o perfume que ele gostava passado no pescoço e entre os seios. Fiquei esperando na sala, o coração acelerado, olhando pela fresta da cortina a cada minuto.

Vídeo do Conto:

Quando a campainha tocou, baixinha e discreta, meu estômago revirou. Abri a porta e ele estava ali. Gabriel vestia uma camisa social cinza-clara, as mangas dobradas até o cotovelo, revelando os antebraços fortes, e uma calça jeans escura que caía bem no quadril. Os cabelos estavam um pouco bagunçados pelo vento, e o olhar dele desceu imediatamente pelo meu corpo, demorando na renda preta que aparecia sob a seda transparente. Ele entrou sem dizer nada, fechou a porta atrás de si e me empurrou de leve contra a parede do corredor, a boca já buscando a minha.

Com uma das mãos, puxei-o pelo corredor, guiando-o para dentro do quarto com o coração batendo descompassado no peito. A adrenalina de tê-lo ali, dentro da minha própria casa — o território onde, até pouco tempo atrás, as regras eram seguras e imutáveis —, fazia o ar parecer mais rarefeito.

O silêncio da casa durante a tarde trazia uma sensação claustrofóbica e, ao mesmo tempo, inebriante. Cada passo ecoava na minha mente como um lembrete do risco colossal que estávamos correndo. Se alguém decidisse voltar mais cedo, se um vizinho olhasse pela janela... o mundo que construímos desabaria em segundos.

Gabriel fechou a porta do quarto atrás de si com um silêncio calculado. Os olhos dele brilhavam com aquela intensidade possessiva que parecia desarmar qualquer resquício de racionalidade que ainda me restava.

— Você tem noção do que a gente tá fazendo? — sussurrei, a voz saindo frágil, dividida entre o pânico de sermos descobertos e a vertigem do desejo.

Ele deu um passo à frente, fechando o espaço entre nós, e segurou meu rosto com firmeza, os dedos quentes marcando a minha pele.

— Eu tenho total noção, Isa — ele respondeu com a voz grave, cortando o ar de um jeito que me fez prender a respiração. — E é exatamente por isso que não tem mais volta.

O peso daquelas palavras pairou no ar, substituindo o medo por uma urgência sufocante. Sabíamos que a linha invisível havia ficado muito para trás. A partir dali, qualquer escolha traria consequências irreversíveis para o nosso casamento, para a nossa amizade com a Mariana e o Júnior, e para a nossa própria rotina.

O silêncio do quarto foi cortado pelo som sutil do tecido da camisa sendo desabotoada. Cada movimento dele parecia deliberado, carregado de uma autoridade silenciosa que me prendia no lugar, incapaz de desviar o olhar. A penumbra da tarde trazia sombras que contornavam a silhueta dele com uma precisão quase irreal.

Gabriel deu um passo à frente, a respiração já pesada, e seus olhos escuros fixaram-se nos meus com uma intensidade que parecia despir qualquer defesa que eu ainda tentasse erguer. A voz dele, quando quebrou o silêncio, saiu baixa e direta, um comando sussurrado que fez o meu coração disparar e o corpo inteiro responder ao peso daquela exigência:

— Fica de quatro na cama, Isa... Quero te ver.

O pedido pairou no ar, pesado de uma expectativa crua. A linha entre o certo e o abismo parecia mais fina do que nunca. Senti o calor subir pelas minhas pernas, o estômago revirando em uma mistura vertiginosa de nervosismo e uma excitação avassaladora. Era a rendição total a tudo o que viemos acumulando nos corredores do mercado, agora transbordando para dentro do meu próprio quarto.

Sem conseguir — ou querer — resistir, dei o passo que faltava até a beirada da cama. O colchão cedeu sob o meu peso quando me curvei, o reflexo do espelho do guarda-roupa capturando a nossa imagem. Senti o calor do corpo dele se aproximar logo atrás de mim, a presença imponente bloqueando qualquer pensamento racional que insistisse em sussurrar sobre os riscos lá fora.

O ar entre nós parecia denso, eletrizado, cada segundo se esticando como uma corda prestes a romper.

Fiquei de quatro na beira da cama. O fio-dental preto sumia entre a minha bunda e o espelho do guarda-roupa devolvia exatamente o que ele queria ver: eu curvada, o cabelo caindo para a frente, as costas arqueadas sem eu ter decidido arquear.

Enquanto eu estava de quatro, ele se aproximou já pelado. Não falou nada. Primeiro só ficou atrás de mim, olhando. Senti o olhar percorrer as costas, a curva da cintura, o fio-dental preto sumindo entre a bunda, e o espelho devolveu a imagem dele parado, o corpo inteiro à mostra, o pau grosso já empinado, me medindo sem pressa.

A mão dele começou pelas pernas. Passou devagar da panturrilha até a coxa, aberta, apreciando, os dedos quentes subindo e descendo como se quisesse gravar o caminho. A outra mão fez o mesmo do lado oposto. O toque era firme, lento, e cada passagem deixava a pele arrepiada.

Foi subindo. As palmas chegaram na bunda, abriram um pouco, apertaram, e o polegar roçou a renda do fio, puxando de leve para o lado e soltando de novo. Ele segurou as duas nádegas, abriu, fechou, passou o dedo pela fenda sem entrar, só sentindo o quanto eu já tremia.

Por último, a palma da mão dele desceu e repousou bem no meio. Cobriu minha buceta inteira por cima da calcinha. O tecido já estava ensopado, grudado, e o calor da mão dele encontrou o calor molhado ali embaixo. Ele não mexeu de imediato. Só deixou a palma parada, sentindo o quanto eu estava encharcada, o quanto a renda não escondia mais nada.

Ele me puxou para cima sem pressa. Ficamos de pé, eu de costas para ele, o peito dele quente nas minhas costas. Com uma das mãos, segurou a minha e levou para trás, até o pau. Quando a palma encostou, meu corpo inteiro arrepiou. Era grosso, pesado, quente, a cabeça já úmida na ponta. Soltei um gemido baixo, quase sem querer. O do Júnior era menor, mais fino, cabia fácil na mão. Aquele não. Os dedos mal fechavam em volta, e por um segundo eu quase não acreditei que aquilo ia me foder.

Ele não me soltou. Deixou a minha mão ali, guiando devagar para cima e para baixo, só para eu sentir o volume, enquanto mão dele descia pela barriga e entrava por dentro da minha calcinha.

A palma cobriu a buceta inteira primeiro. Não foi direto no clitóris. Ficou parada em cima, sentindo o quanto já estava ensopada, e usou essa umidade para espalhar, dois dedos longos subindo da entrada até meu clitóris, devagar, sem pressa. Eu estava tão molhada que os dedos dele deslizavam fácil.

Começou ao redor, não em cima. Círculos largos com a polpa dos dedos, contornando o clitóris por cima d, pressão leve, ritmo igual, o mesmo caminho várias vezes. Cada volta molhava mais a mão dele. Eu encostei a nuca no ombro dele e apertei o pau com mais força, o gemido saindo quebrado ele começou a beijar meu pescoço e lamber meu ouvido enquanto me masturbava gostoso.

Só então ele desceu um pouco a pressão. Dois dedos de cada lado, em V, esfregando os pequenos lábios e deixando o clitóris no meio, sem esmagar. Subia e descia, constante. Quando eu empurrava o quadril contra a palma, ele mantinha o movimento em vez de mudar. Círculo pequeno, lento, a ponta do médio bem no meu clitóris, usando o que escorria de mim para não raspar.

Ele tirou a minha calcinha devagar, desceu o fio pelas coxas e deixou cair no chão. Depois me empurrou de bruços na cama. O colchão cedeu sob o peito, e as mãos dele abriram a minha bunda sem pressa, uma em cada nádega, expondo tudo.

Ficou assim por uns segundos. Só olhando. Senti o ar do quarto na pele molhada, o polegar abrindo um pouco mais, e o silêncio pesado de quem aprecia antes de tocar. No espelho, de canto, vi ele ajoelhado atrás de mim, pelado, o olhar fixo no meio das minhas pernas.

A boca veio primeiro assim, de costas para ele. A língua larga, chapada, subiu da entrada da buceta até em cima, lenta, aproveitando o meu que saia da minha xota. Não foi direto na ponta. Passou de novo, e de novo, o mesmo caminho, quente e molhado, enquanto as mãos mantinham a bunda aberta. Cada lambida longa fazia o joelho escorregar no lençol. Eu enterrei o rosto no travesseiro para não gemer alto demais.

Ele não mudou o movimento enquanto eu empurrava para trás. Língua inteira, de baixo para cima, ritmo igual, a ponta passando de leve no clitóris só no final de cada passada. Quando a respiração quebrou, ele segurou minha cintura e me virou de frente.

Deitei de costas, as pernas abertas, e ele se encaixou entre elas. Beijou a parte de dentro da coxa, subiu, e a boca fechou em cima da buceta com uma sucção leve, quase um beijo. A língua ficou lá dentro, círculos pequenos e constantes em volta do clitóris, sem escapar para outro lugar. Uma das mãos segurou minha coxa aberta. A outra pousou baixo na barriga, pressão firme, me impedindo de fugir do ritmo.

Eu tentei. A mão foi para o cabelo dele, pronta para puxar, para mandar ir mais rápido, para fazer qualquer coisa que quebrasse aquilo. Não consegui. O círculo não mudava. A sucção continuava leve, a língua no mesmo ponto, no mesmo compasso. A perna tremeu. O quadril subiu sozinho contra a boca dele. O gemido saiu sem licença, rouco, e a única coisa que eu ainda sabia dizer era para ele não parar.

Ele se levantou. Continuava com as pernas abertas, fixei os olhos naquela rola. Grossa, empinada, a cabeça rosada maior que o corpo, brilhando. Comecei a tremer. Não era frio. Era o tamanho, de novo, e a certeza de que iria receber aquilo.

Gabriel subiu na cama e montou no meu peito, os joelhos de cada lado, as duas pernas pressionando os seios, o peso dele me prendendo no colchão. O pau ficou bem na minha cara. O cheiro dele, misturado ao meu, encheu o ar. Eu não resisti. Abri a boca e tentei abocanhar aquela cabeçona. Mal conseguia. Os lábios esticaram em volta da ponta, a língua bateu na pele úmida, e mesmo assim só a cabeça entrava direito. O resto, grosso demais, ficou para fora, latejando contra o meu queixo.

Suguei assim por um tempo. Devagar, porque não tinha como ser de outro jeito. A boca cheia só da ponta, a mão subindo para segurar a base, o gosto salgado voltando, o mesmo do estoque. Ele respirava curto acima de mim, o quadril quase imóvel, deixando eu trabalhar naquela cabeça que não cabia.

Depois desceu. Saiu da minha boca com um fio de saliva, escorregou pelo meu corpo e se encaixou entre as minhas pernas. Largou o pau sobre a minha buceta, quente, era pesado. Segurou a base e, com a cabeça, começou a passar de baixo para cima. A ponta rosada abria os lábios, subia ensopada até o clitóris, descia de novo até a entrada, e voltava. Sem penetrar. Só marcando o caminho, molhando a cabeça inteira em mim, cada passada mais escorregadia que a anterior, enquanto eu tremia embaixo dele e olhava aquilo quase não caber.

Fiquei estática. Ele segurou firme a base do pau, o polegar e o indicador fechados logo abaixo da cabeça, e forçou a ponta na entrada da minha bucetinha pequena. Não empurrou de uma vez. Ficou ali, a cabeça rosada pressionando, abrindo só o anel de fora, quente e mais larga do que qualquer coisa que já tinha entrado em mim.

O do Júnior entrava fácil. Esse não. Senti a pele ceder milímetro a milímetro, esticar em volta daquela cabeçona que mal tinha cabido na boca. Ardeu primeiro, um repuxo vivo, a entrada lutando contra o volume. Prendi o ar. As mãos agarraram o lençol. Ele não recuou. Manteve a pressão constante, a base firme na mão, e a umidade que ele tinha espalhado de baixo para cima fez a ponta escorregar mais um pouco para dentro.

A cabeça entrou. Senti o relevo dela passar de tão apertada que ficou senti minha buceta apertando o pau dele depois da cabeça, tive a sensação que não podia mais sair de lá de tão apertado. Um gemido saiu quebrado, sem palavra. Era grosso demais para o espaço que eu tinha. A parede de dentro abriu à força, quente, preenchida de um jeito que eu nunca tinha sentido: não era fundo ainda, era largo, ocupando a entrada inteira, esticando para os lados até eu achar que não ia caber o resto.

Ele parou com só a cabeça dentro. O pau pulsou. Eu senti cada batida contra a minha buceta apertada, o ardor virando calor, a buceta molhada demais e mesmo assim estreita, grudada nele. O quadril tremeu sozinho. Tentei relaxar e não consegui. Cada vez que eu contraía, apertava mais aquela ponta grossa, e o contraste ficava claro demais: o que eu conhecia era fino, passava sem pedir licença. Aquilo me abria. Me obrigava a existir em volta dele.

— Isa… — a voz dele saiu rouca, a mão ainda segurando a base, sem avançar. — Tá sentindo?

Assenti, os olhos fechados, a boca aberta. Sentia. A entrada latejando, esticada no limite da cabeça, o resto do pau ainda para fora, pesado sobre mim, esperando o próximo centímetro que eu não sabia se ia aguentar.

— Solta — ele disse, baixo, sem mexer o quadril.

O que veio agora era o tronco, grosso igual, liso, sem veia marcada, escorregando na umidade que eu mesma tinha deixado. A parede de dentro abriu para o lado, não para o fundo. Cada pedaço que passava empurrava a carne já ocupada e pedia mais espaço.

Parei no meio. A mão foi para o peito dele, palma aberta, sem empurrar de verdade, só marcando o limite. Ele entendeu. Recuou meio centímetro, e voltou pelo mesmo caminho, devagar, molhado, a cabeça inteira sendo sentida de novo na entrada antes de o corpo acompanhar. O ardor voltou, mais curto. O calor ficou.

Na segunda investida ele ganhou mais um pouco. Senti o volume passar o ponto onde o Júnior não chegava. Não era fundo ainda. Era cheio. A buceta pequena grudada em volta, esticada, um anel apertado descendo pelo pau liso enquanto o resto ainda estava para fora, na mão dele. O quadril dele não batia. Só avançava quando eu expirava.

Olhei para baixo. A cabeça tinha sumido. O corpo grosso desaparecia em mim aos poucos, brilhando, e a minha entrada abria em volta dele de um jeito que eu nunca tinha visto. Um gemido saiu rouco, partido no meio. Ele parou de novo, enterrado só até a metade, a testa quase na minha, a respiração quente, esperando a próxima vez que eu soltasse o ar para entrar mais um centímetro.

Eu soltei o ar de novo e dessa vez achei que não ia parar de me abrir. Foi o último pedaço, grosso e liso, abrindo o que ainda faltava até a base encostar. Senti o corpo inteiro dele dentro, a cabeça lá no fim, a entrada esticada no limite em volta da raiz. Parei de tremer por um segundo. O ardor tinha virado tesão.

Relaxei. As coxas, que estavam duras, cederam. A mão no peito dele desceu para a cintura. A buceta, ainda apertada, soltou bastante para eu conseguir respirar com ele inteiro dentro.

— Porra… — a voz dele saiu rouca, a testa encostada na minha. — Que buceta apertada.

Olhei para ele sem saber o que fazer com aquilo.

— Isso é bom? — perguntei, a voz falhando. — Apertada assim… não sei se é bom.

Ele não saiu. Ficou enterrado, o pau pulsando lá dentro, e o canto da boca subiu.

— É. Quanto mais apertada, mais gostosa.

Começou a se mover devagar. Recuou até a cabeça quase escapar, o anel da entrada segurando o sulco, e voltou pelo mesmo caminho, inteiro, sem pressa. Uma vez. Depois outra. O mesmo ritmo. Cada volta esfregava a parede que ele tinha aberto, e a base batia de leve quando entrava até o fim. Eu não precisei de mais nada. O corpo já estava no limite desde a boca dele, desde a cabeça forçada na entrada, desde aqueles centímetros esperados.

O orgasmo não subiu de fora. Veio de dentro, onde ele ocupava tudo. A buceta contraiu sozinha em volta do pau grosso, uma, duas, várias vezes, apertando no ritmo que ele não quebrava. Não foi um estalo rápido. Foi uma onda que fechou e abriu, fechou e abriu, cada contração puxando ele mais para dentro e me fazendo gemer contra a boca dele, sem palavra. A perna tremeu. A barriga endureceu. Senti o calor escorrer em volta dele, molhado demais, e o pulso da entrada latejando no corpo liso enquanto eu gozava inteira, presa nele, sem ele ter acelerado uma vez.

Ele continuou devagar no meio disso. Não mudou. E foi justamente o movimento igual, inteiro, sem pressa, que arrastou o orgasmo até eu não conseguir mais segurar o quadril.

Gemi alto. O som saiu sem filtro, rouco, e o quadril embaixo se moveu sem eu querer, subindo para encontrar a investida lenta dele, esfregando a buceta apertada no pau inteiro. Cada contração do orgasmo puxava ele mais para dentro. Eu não mandava em nada daquilo.

Depois passou. Fiquei mole. As pernas abertas, os braços largados no lençol, o peito subindo curto, sem reação. Ele continuou o mesmo movimento, devagar, inteiro, e eu só sentia.

— Isa… vou gozar.

A voz dele quebrou no meio. Enterrou até a base e ficou. O pau pulsou contra a lateral da minha buceta, grosso, latejando nas paredes que quase não tinham espaço. Senti cada batida. A porra veio grossa e quente, jato atrás de jato, tentando ocupar o que já estava ocupado por ele. Não tinha para onde ir. Escorria de volta entrada esticada, quente, enquanto ele tremia em cima de mim e o pau ainda pulsava, marcando o lado de dentro a cada golfada.

Ele foi tirando devagar. A cabeça segurou na entrada, o sulco passou de novo, e quando saiu por completo eu senti o vazio. Arregaçada. A buceta latejava aberta, molhada da porra que escorria, quente, sem conseguir fechar direito. Fiquei um segundo olhando para baixo, ainda sentindo o formato dele, e o ar do quarto bateu na pele exposta.

Deitei no peito dele. A camisa tinha ficado em algum lugar do chão. O coração dele ainda batia rápido debaixo da minha orelha. Ficamos assim, a mão dele no meu cabelo, conversando baixo. Falei da Mariana. Do jeito que ela ria nos churrascos, do quanto parecia não desconfiar de nada, do medo misturado com o resto. Ele escutou. Não defendeu. Só passou o polegar na minha nuca e deixou o silêncio ocupar o que não tinha resposta.

Depois ele lembrou. A voz saiu mais baixa, quase um riso.

— Você queria saber como é foder com dois.

Ergui o rosto. O susto veio antes da resposta. O quarto ainda cheirava a sexo, a casa estava vazia, e mesmo assim a frase pesou.

— Queria — eu disse. — Quero. Mas… dois?

Ele segurou meu queixo, os olhos escuros em cima dos meus.

— Tenho uma ideia. Não vai ser igual. Não tem outro homem aqui. Mas vai dar quase a mesma sensação.

A buceta ainda latejava, arregaçada, e o medo subiu junto com o calor. Não perguntei o que era. Só fiquei olhando para ele, esperando.


CONTINUA...








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