Família da Minha Namorada - Parte 05
Acordei com a claridade entrando pela fresta da janela sanfonada. A Karine ainda dormia de lado, o cabelo loiro espalhado no travesseiro, a respiração pesada de quem tinha apagado tarde. O puxadinho estava abafado. Eu fiquei um tempo olhando o teto, com a noite anterior inteira martelando: a janela aberta, a Sandra na moldura da pia, a voz dela pedindo para eu meter fundo, o gemido abafado lá na cozinha.
Levantei sem fazer barulho e fui até a sala.
A Sandra já estava lá. Sentada na ponta do sofá, de camiseta larga e short de ficar em casa, o cabelo preso de qualquer jeito, uma xícara na mão. A televisão estava ligada no mudo. Quando me viu, ela não sorriu. Só endireitou as costas.
— Bom dia — falei, meio sem saber onde pôr a mão.
— Bom dia, Vitor. — A voz saiu baixa, seca. — O café tá na mesa. Se quiser.
Fui até a cozinha. A janela do puxadinho estava fechada. Sem cortina, mas fechada. Enchi uma caneca e voltei. Fiquei em pé um segundo, depois sentei na outra ponta do sofá, longe dela.
O silêncio durou o bastante para ficar incômodo.
— Sobre ontem… — comecei.
— Não. — Ela cortou na hora, sem levantar a voz. Os olhos continuaram na tela.
— Não vamos falar disso agora. A Karine ainda tá dormindo. E eu preciso de um tempo com a cabeça no lugar.
Assenti. Ia responder alguma coisa vazia quando a porta do puxadinho rangeu. A Karine apareceu de camiseta comprida, descalça, esfregando o olho.
— Ué, vocês dois mudos assim? — Ela olhou da mãe para mim. — Bom dia, mãe.
A Sandra suspirou.
— Bom dia, filha.
A Karine sentou no braço do sofá, do meu lado, e ficou um instante olhando a mãe. Depois falou mais baixo:
— Mãe… a senhora tá bem?
A Sandra pousou a xícara na mesinha. Demorou para responder.
— Tô. — Passou a mão no joelho, como se ajeitasse uma dobra que não existia. — Só não quero que vire assunto de café da manhã. O que a gente combinou ontem continua valendo. Eu olho da janela, se eu quiser. Não entro no quarto. E ninguém fica comentando isso pela casa como se fosse normal. Entenderam?
— Entendi — eu disse.
A Karine mordeu o lábio, mas acabou concordando.
— Tá. Sem comentário. Sem culpa também, mãe. A senhora não fez nada de errado com a gente.
A Sandra olhou para a filha pela primeira vez desde que ela tinha entrado. O rosto fechou de novo.
— Fiz coisa demais, Karine. Deixa eu digerir. Vai tomar café.
A manhã seguiu nesse compasso. Louça, televisão, a Sandra varrendo a varanda como se o chão tivesse alguma culpa. Ninguém tocou no nome da noite. Lá pelas onze a Karine me puxou pelo pulso até a cozinha, quando a mãe foi ao banho.
— Ela tá dura, mas não voltou atrás — sussurrou. — Deixa ela. Hoje a gente não força nada.
Eu concordei. Por dentro, a imagem da janela aberta não saía.
A tarde esquentou. O Gabriel continuava na casa dos tios. A casa ficou só nossa de novo. A Sandra disse que ia deitar um pouco, que a cabeça ainda latejava, e sumiu no quarto dela. A Karine colocou uma série qualquer na sala, apagou a luz do teto e deixou só o abajur do canto. A janela da sala, a que dava para a rua, estava com a cortina quase fechada. Quase. No meio tinha uma fresta, uma faixa estreita de fim de tarde entrando.
— Vem cá — ela falou, puxando a manta do encosto.
Deitei no sofá e ela veio de conchinha, do mesmo jeito da outra noite. No começo foi só colo. A série seguia. A mão dela subiu pela minha barriga por baixo da camiseta, devagar, sem pressa de quem estava testando se a casa ainda aguentava aquilo de dia.
— Sua mãe tá no quarto — falei baixo.
— Eu sei. — A boca dela encostou na minha orelha. — Por isso mesmo. Devagar.
A bermuda dela era curta. Quando ela encaixou a bunda na minha virilha, o volume veio sozinho. A Karine sentiu, soltou um riso abafado e empurrou o quadril para trás, esfregando de propósito. Eu passei a mão pela cintura dela, desci até a coxa e subi de novo por dentro do short. Ela não estava de calcinha.
— Karine…
— Shhh. — Ela guiou minha mão. — Só um pouco. Não vamos fazer barulho.
Abri o botão da minha bermuda com a outra mão. O pau saiu duro, quente, e encostou na pele dela. A Karine segurou a base, ajeitou o quadril e deixou a cabeça entrar. Devagar. O aperto estava molhado. Ela mordeu o lábio para não soltar o som e ficou parada, comigo dentro, a respiração curta contra o encosto do sofá.
Comecei a mexer pouco. Fundo, lento, a manta cobrindo a cintura. A série continuava falando sozinha. Pela fresta da janela entrava o barulho da rua, uma moto passando, um cachorro longe.
Foi nesse meio que eu ouvi o outro barulho.
Não era dentro de casa. Era do lado de fora, perto demais da janela: um passo rápido na calçada, o rangido do portão da frente da casa de alguém, e uma voz feminina, baixa, cortada no meio.
— Meu Deus…
A Karine travou. Eu também. O pau ainda dentro dela, os dois imóveis debaixo da manta. Pela fresta, por um segundo, deu para ver um vulto na calçada. Cabelo curto. Uma sacola contra o peito. A mulher não ficou. Atravessou a rua quase correndo, em direção à casa da frente.
A porta de lá bateu.
A Karine saiu de cima de mim num movimento só, puxando o short, o rosto branco.
— Era a Júlia. — A voz saiu atropelada. — Vitor, era a Júlia. Ela tava passando e olhou. A fresta tava aberta. Ela viu.
Eu fechei a bermuda com a mão tremendo. A série seguia, idiota, no escuro da sala.
— Viu o quê? Viu a gente? Tem certeza que era ela?
— Tenho. Cabelo curto, a sacola do mercado, a casa da frente. Ela voltou correndo. — A Karine passou a mão no rosto. — Porra. A Júlia viu a gente no sofá.
Do corredor veio o barulho da porta do quarto da Sandra. Nenhum dos dois se mexeu. A Karine respirou fundo, ainda pálida, e falou baixo, decidida:
— Não conta pra minha mãe. Ainda não. Eu vou falar com a Júlia.
A Karine não esperou escurecer. Trocou a camiseta, prendeu o cabelo e saiu pela varanda como quem ia buscar alguma coisa na casa da frente. Eu fiquei na sala, com a televisão baixa. A Sandra continuava no quarto. Pela janela, vi a Karine atravessar a rua e bater na porta da Júlia.
Demorou. Quando a porta abriu, a Júlia apareceu de regata, o cabelo curto ainda úmido, Ela olhou para a Karine e não sorriu.
Não deu para ouvir tudo. Só o começo, o bastante para saber que a Karine não voltou correndo.
A Júlia deixou ela entrar.
Lá dentro, pelo que a Karine me contou depois, sentada na beira da cama com a voz ainda acelerada, a conversa foi curta e sem lugar para sentar direito.
— Desculpa — a Karine falou, antes de qualquer outra coisa. — A janela da sala tava com uma fresta. A gente não viu você passando. Foi falta de cuidado nosso.
A Júlia não fez cara de quem tinha gostado do assunto.
— Eu não queria ter olhado. Voltei do mercado atrasada, passei na frente e… vi movimento. Não fiquei lá.
— O sofá de hoje eu vi por acaso. Entrei e fechei a porta. Não é isso que tá me incomodando.
A Karine piscou.
— Não?
— Não. O pior foi ontem à noite.
— Eu fui trocar o lixo lá pelos fundos, depois que ele dormiu meu filho dormiu. A luz da cozinha de vocês tava acesa. A janela dos fundos, a que dá no puxadinho, tava aberta. Da minha lateral dá para ver uma fresta, se a pessoa para no lugar certo. Eu parei.
A Karine não sentou. A mão foi para a barra da própria blusa.
— Júlia…
— Eu vi vocês na cama. E vi a sua mãe na pia. — A voz saiu baixa, sem riso e sem escândalo. — Não fiquei o tempo todo. Fiquei o bastante. Ela tava olhando. Vocês sabiam. Não era acidente.
O silêncio coube inteiro na cozinha pequena. A Karine respirou e, em vez de negar, fez o que já tinha vindo preparada para fazer, só que agora sem a vantagem de contar primeiro.
— Então você já sabe. Minha mãe anda sozinha há anos. Outro dia viu a gente sem querer, ficou mexida, e a gente deixou a janela da cozinha aberta. Ela não entra no quarto. Não participa. Só olha, quando olha. Eu fiquei com dó.
— Dó eu entendo. O que eu não entendi ontem foi a naturalidade. Ela tava na janela como quem já tinha lugar marcado. E você tava de costas pra ela, Karine. Não tava se escondendo.
A Karine sustentou.
— Porque a gente combinou. Ela pediu para não entrar. A gente aceitou. Não é toda hora, e o Gabriel não sabe. Se isso sair daqui, acaba com a minha casa.
A Júlia passou a mão no cabelo. Dessa vez não veio o “não me mete nisso”. Veio outra coisa, mais baixa.
— Eu não vou contar. Nem pra ela, nem pra ninguém Pode ficar tranquila quanto a isso. — Ela olhou para a janela da própria cozinha, a que dava para o lado da casa da Karine. — Mas não me trata como se eu tivesse visto só um casal no sofá. Eu vi a sua mãe. E, sendo sincera… o que me pegou não foi achar ruim. Foi não conseguir achar tão ruim quanto eu devia.
A Karine ficou quieta.
— Fecha essa janela dos fundos quando não for de propósito — a Júlia completou. — E não manda o Vitor vir aqui explicar. Se for para falar, fala você. Hoje eu já vi demais.
A Karine voltou sem pressa. Fechou a cortina da sala até a fresta sumir, entrou no quarto e sentou na cama com as mãos frias.
— Ela não viu hoje — disse. — Ela viu ontem. A Mãe, a janela, a gente. E falou que o pior não foi achar errado. Foi não achar.
A Karine fechou a porta do puxadinho antes de sentar.
— Ela viu ontem. A janela dos fundos. Eu, você e a minha mãe na pia. Disse que não vai contar. E disse que o pior não foi achar errado.
Eu passei a mão no rosto.
— Então fecha tudo. Sala, cozinha, essa sanfonada. E a gente não fala mais nisso.
— Esconder de novo não apaga o que ela viu. Minha mãe acha que só nós três sabemos.
— E vai continuar achando. Se você contar, ela não olha mais nem para a Júlia.
A Karine não respondeu. Só fechou a cortina da sala até não sobrar fresta.
À noite a Sandra percebeu. A televisão baixa, a filha evitando a cozinha, eu sem saber onde sentar. Ela parou no vão da sala, os braços cruzados.
— Aconteceu alguma coisa?
A Karine olhou para mim e mentiu pela metade.
— A Júlia passou hoje cedo. A janela da sala tava aberta. A gente se descuidou no sofá. Eu fui lá pedir desculpa. Ela não vai comentar.
A Sandra ficou um segundo parada. Depois assentiu, seca.
— Então fecha. E o combinado da cozinha a gente deixa quieto por enquanto.
Não teve discussão. Ela foi para o quarto.
Mais tarde o celular da Karine acendeu. Uma mensagem da Júlia, curta: “Não vou contar nada para ninguém, fica tranquila.” A Karine mostrou a tela e não respondeu.
Quando a casa apagou, eu vi a Sandra passar pela cozinha. Ela foi até a janela dos fundos, achou a sanfonada fechada e não abriu. Ficou um instante com a mão no puxador. Do outro lado da rua, a luz da Júlia ainda estava acesa. Apagou por último.
Dois dias se passaram sem a janela aberta. A Sandra cumpriu o que tinha dito: não comentou, não chegou perto do puxadinho, tratou o Vitor com educação curta. A Karine foi ficando irritada com o silêncio. O combinado não tinha sido desfeito. Só suspenso. Fora do quarto, a gente mal se encostava.
No terceiro dia, a tardinha, a Júlia apareceu na varanda. A Sandra viu da janela e chamou.
— Entra, Júlia. Faz tempo que tu não senta.
A Karine tentou atravessar na frente. Não deu. A Júlia entrou, sentou na ponta da cadeira e aceitou a cuia. A conversa foi de mercado, de sono, de nada. Ela não olhou uma vez para a janela da cozinha. A Sandra percebeu, estudando a visita.
Quando a Júlia foi embora, a Sandra segurou a filha na cozinha.
— Tu contou alguma coisa pra ela?
— Não, mãe. Só pedi desculpa pelo sofá.
A Sandra assentiu, mas o rosto não acreditou até o fim.
De noite, a Karine me puxou para o puxadinho e fechou a sanfonada ela mesma, até o trinco bater. Tirou a roupa sem falar, sentou em mim e a gente transou no escuro, devagar, olhando para a janela fechada. Foi a primeira vez que a ausência da Sandra atrapalhou, em vez de aliviar.
Mais tarde o celular acendeu. Mensagem da Júlia, uma linha só: “A sua mãe me olhou como se soubesse.” A Karine leu, apagou a tela e não respondeu.
De manhã a Sandra não esperou a Karine ir até ela. Entrou na sala com a xícara na mão e ficou em pé.
— Ela não me olhou na cara, Karine. Ontem, o que foi que tu contou?
A Karine segurou.
— Nada, mãe. Só a desculpa do sofá.
Eu estava no canto. A Sandra olhou para mim. Não aguentei o silêncio.
— Ela viu mais do que o sofá. A janela dos fundos, outro dia. Pediu para ninguém saber. Não contou pra ninguém.
A Karine fechou os olhos. A Sandra não gritou. Pousou a xícara.
— Chama ela. Eu prefiro ouvir da Júlia do que continuar sendo a última.
A Karine atravessou a rua contra a vontade. A conversa na varanda durou pouco. A Júlia confirmou, baixa: tinha visto a luz da cozinha e a janela dos fundos, não tinha contado, e não queria entrar naquilo. A Sandra escutou da porta, sem se mostrar inteira.
Quando a Júlia voltou para casa, a Sandra agradeceu da varanda.
A casa voltou a ser três. O segredo já tinha quatro.
O Gabriel voltou numa terça, mochila no ombro, fome e a televisão alta. A casa encolheu. A sanfonada ficou fechada, e a Sandra passou o dia sem olhar para o puxadinho. À noite, segurou a Karine no corredor.
— Com ele aqui, não. Nem janela, nem sala.
No dia seguinte, com o Gabriel jogado no sofá, ela atravessou a rua sozinha. A Júlia abriu de regata e deixou entrar.
— Tu viu a janela dos fundos. Eu sei. Não vim brigar. O Gabriel voltou e aquela casa não tem canto. Eu tô engolindo isso há dias. Não passa. — A Sandra sentou, olhou para ela. — E tu? O que foi que ficou te dando desejo?
A Júlia não desviou.
— O Vitor. Desde o começo, quando ele passou a vir aqui. Eu me masturbo pensando nele. Naquela noite, vendo ele comer a Karine com você na janela, piorou. Eu adoraria ser fodida por ele. Não vou fingir que foi só susto.
A Sandra ficou um segundo em silêncio. Depois assentiu, como quem tinha acabado de achar a moeda de troca.
— Então a gente faz um trato. Tu deixa a gente usar a tua casa enquanto o Gabriel fica lá, sozinho, achando agente veio passear. Em troca, eu dou um jeito da Karine deixar ele te foder. Eu fico assistindo. Me masturbando. Sem entrar no meio, se tu não quiser. Sem o Gabriel saber.
A Júlia olhou para a janela lateral, a que dava nos fundos da outra casa.
— Aqui. Quando ele estiver lá. E a Karine tem que saber antes. Eu não quero que isso vire armação nas costas dela.
— Ela vai saber. Quem convence é ela, não eu sozinha.
Fecharam nisso. A Sandra voltou antes do café. O Gabriel nem levantou a cabeça. Ela passou pela sala, olhou para a filha e falou baixo:
— Resolvi. Não é mais na nossa janela. A Júlia quer o Vitor. Eu quero a casa dela. O resto a gente combina hoje.
— Falei com a Júlia. Ela viu a janela dos fundos e não tirou da cabeça. O desejo dela não é a cena, Karine. É o Vitor. Disse que gosta dele desde que ele começou a vir aqui, que se masturba pensando nele, e que quer ser fodida por ele.
A Karine soltou uma risada seca.
— Aquela vadia. Eu fui lá pedir segredo e ela já tava com o olho no meu namorado.
— Foi o que ela falou. Sem rodeio. — A Sandra não levantou a voz. — Eu fiz um trato. A casa dela, enquanto o Gabriel fica aqui achando que eu fui visitar. Em troca, tu deixa o Vitor foder ela. Eu assisto e me masturbo. Não entro no meio. E ela não aceita se tu não souber antes.
A Karine olhou para mim. Eu não abri a boca. O silêncio ficou pesado o bastante para eu achar que ia acabar ali.
Ela passou a mão no cabelo, andou até a janela, voltou.
— Primeiro eu quis mandar ela tomar no cu. Amiga da porta da frente, e vem me pedir o meu namorado porque espiou a minha mãe na pia.
A Sandra esperou.
A Karine respirou, e a voz saiu mais baixa.
— Mas eu também tô gostando. Da janela, de você olhar, dessa casa inteira fora do lugar. Se parar agora, eu vou sentir falta. — Ela me encarou. — Topo. Na casa dela. Com você assistindo. Comigo sabendo. Não é armação nas minhas costas, mãe. Se for para continuar, continua assim.
Passaram uns dias sem ninguém atravessar a rua. O Gabriel continuava em casa, a sanfonada fechada, a Sandra tratando o assunto como se não existisse. Eu já achava que o trato tinha esfriado.
De noite, no puxadinho, o celular da Karine acendeu. Ela leu, soltou um riso curto e virou a tela para mim.
Mensagem da Júlia: “Falou com a sua mãe? Queria saber se ainda vale.”
A resposta da Karine já estava embaixo.
“Falei sim, sua vadiazinha. Fica tranquila. Eu topei.”
Ela não esperou eu comentar. Bloqueou o celular e deitou de lado, a voz baixa para o Gabriel não escutar do outro quarto.
A mensagem seguinte chegou ainda naquela noite.
“Amanhã. O Gabriel fica aí. Vocês vêm depois do jantar.”
A Karine me mostrou antes de responder. Digitou curto.
“Sim.”
De manhã ela falou com a Sandra na cozinha, com a porta do quarto do Gabriel fechada.
— A Júlia chamou para amanhã. Depois do jantar. Eu topei.
A Sandra secou a mão no pano e não perguntou detalhes.
— Eu vou junto. Ele fica aqui. A gente volta cedo, para ele não desconfiar.

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